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  Passeio de Escuna
 
 

Apreciar a orla marítima de Santos com olhos de navegante não é privilégio de poucos. Diariamente, escunas partem em vários horários da Ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia, levando centenas de pessoas para um passeio pelas águas da baía de Santos, permitindo enxergar a cidade por um novo ângulo: do mar para a terra.

A viagem é curta – dura cerca de uma hora e meia, mas suficiente para reafirmar a beleza da costa e descobrir suas originalidades. Alguns barcos têm atrações extras, como música e brincadeiras a bordo, e todos contam com acompanhamento de monitores, que dão explicações durante o trajeto.

Enquanto aguarda-se a saída da escuna, é possível ver de perto os navios que entram e saem do estuário, cruzando com barcos pesqueiros. De um lado a muralha de prédios que margeia a praia de Santos; de outro, o verde da encosta da montanha, com suas pequenas praias, quase desertas. O verde só é quebrado pelo branco das garças que descansam, aos montes, nos galhos das árvores.

O primeiro ponto de passagem é a Fortaleza da Barra (de 1584, uma das mais antigas edificações militares do país). Depois vem a praia do Góes, com seus poucos e rústicos restaurantes à beira do mar; a prainha do Cheira Limão, a pequena praia do Sangava, de areia escura. Ali é feita uma parada de aproximadamente 15 minutos para mergulho. A água, apesar de algumas manchas de óleo e sujeira arrastada das encostas ou lançada de embarcações, reflete o verde da montanha, o que dá um belo efeito visual.

O próximo ponto é a Ilha das Palmas, que abriga o Clube de Pesca de Santos. Da escuna avistam-se os navios ancorados a grandes distâncias na Barra de Santos, aguardando autorização para entrar no porto. E também o Parque Xixová, em São Vicente, e a ponta da Fortaleza do Itaipu, na Praia Grande, além da Ilha Porchat. O monitor explica a função das duas bóias que demarcam o traçado do canal do estuário (local mais profundo da baía), aponta o morro de onde se pula de asa delta, mas o que causa certo alvoroço são os prédios tortos da praia, mais de 100, o visitante não fica sem explicação: descobre que eles são inclinados porque foram apoiados com pouca profundidade (5 a 7 metros) na camada de areia e abaixo dela há outra, de argila. Hoje, as fundações são com estacas, encravadas de 30 a 50 metros na terra. O solo de Santos é considerado o segundo pior para construção no mundo, perdendo apenas para a Cidade do México.

Na altura do canal 4 a escuna inicia o retorno, passando pelo Museu de Pesca, deque do pescador, ferry boat, Iate Clube de Santos, terminal pesqueiro, estaleiros e entrando no porto, até o terminal de granéis (para quem está em terra fica na altura da avenida Portuária).

O visitante, além de conhecer o porto por dentro, com seus imensos guindastes, esteiras-rolantes e uma parafernália de equipamentos, avista cargueiros de diferentes bandeiras e nesta época também os transatlânticos ancorados no cais. Uma descoberta e tanto para quem nunca entrou em um porto.

 
  Livro de Visitas
 
Edi Corrêa - miss-sorocaba@hotmail.com
Sorocaba , SP - 14/8/2011 - 03:21:00
Visite o Blog que mostra história do concurso Miss Sorocaba. Acesse: edicorrea.blogspot.com (não é necessário www)....
elisabete - elisabete@predisa.com.br
são paulo , SP - 28/9/2010 - 22:31:00
estou tão orgulhosa de saber que eu cresci, estudei na fazenda ipanema que faço parte de td isso ainda essa semana quero levar meus filhos p/ conhecer onde cresci ...
 
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